quinta-feira, 10 de março de 2022

A torre

 Pela fresta, um vento frio

vem me cortar

na pele, um arrepio

no peito, uma dor aguda

é chuva

De repente, um raio

ilumina minha mente

volto ao presente

pela fresta, gostículas de água

vem me molhar

tenho sede

e um torre para derrubar.

Vagas

Lembrancas a revirar

o fluxo da sangue 

aquecendo a fria corrente

dos acordes do presente


estremece a carne

ao contato com a mar

ancorados os dedos à terra

a corpa a flutuar


vagas lembranças a me aguar

ressoam em minha corpa

por amar a mar

domingo, 7 de janeiro de 2018

Na pedra

Vi na pedra o rosto dela,
sorrindo vendo sol acordar,
chorando vendo sol ir se deitar.

Cajueiro

Das areias desse chão
sugas as águas do sertão
sede castanha pro amor
sede caju para o calor

Cajueiro...

Tão caldo
Tão sombreiro

Abro a janela,
a noite obscura
os zumbidos das criaturas

Gargalhada

O riso dos vizinhos
O coaxar dos sapos
O sorriso das hienas
Eu que matei uma fada
pensando que era cigarra
me encontro desprotegida.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Poema do que não existe

Lindo com o Belo,
Esplendoroso de tão maravilhoso,
Excelente por ser delicado,
Ora amado, ora odiado,
Péssimo de tão grosseiro,
Sujo por ser asqueroso,
Tão feio quanto horroroso,

Bipolar, mas inteiro!