domingo, 12 de abril de 2015

A praia II

Tem uma praia
em outro planeta.
Uma praia secreta,
uma praia deserta,
uma praia que já foi cheia.

É lá onde o tempo descansa,
onde os sonhos adormecem
e onde o vento exibe sua dança.

mar que derruba a terra
Terra que vira pedra.
Pedra que vira areia
areia que retorna ao mar

Conto ao mar um segredo;
o vento vem e espalha pelos coqueiros.









domingo, 5 de abril de 2015

Deixa chover

Deixa chover
E que seja  a chuva derradeira.

Inunda todos os cantos dessa casa,
Leva as telhas, os moveis, o pó,
Não deixa sobrar nada.

Eu quero mais é reconstruir,
Inventar uma outra história
Para habitar aqui.

Entao, chove, chove, chove...

Até não sobrar nuvem,
Até o solo encharcar,
Até o sol raiar

E secar todo o excesso
E germinar vida da lama
e abrir os olhos de quem sonha.






sábado, 4 de abril de 2015

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Flor

Tão perto
que já não enxergava o branco,
a cegueira do excesso
dessa mente clara, racional.

As pétalas coloridas
de meu corpo
não conhecem a lógica
das combinações cromáticas socialmente aceitas.

Sinto as cores correrem em minhas veias.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Silencio

No mundo do Silencio
So se chega sosinho,
Trazendo na mala bastante vazio.

E' um mundo azul,
Onde posso me deitar,
Olhar para o ceu e observar...

A Chuva que molha a minha pele
Pele que se dilata para receber a agua
Agua que escorre prateada pela Lua
Lua que nua caminha no espaco
espaco vazio em que me acho.

Do Mundo do silencio
Volto em minha companhia,
Na mala posibilidades e Alegria.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Erro

No jogo dos espelhos, erros.
Nenhuma imagem é meu personagem.
Enquanto minto, rindo, assisto
Às fotografias...
Fontes da juventude,
Glórias de outrora,
Sonhos do futuro,
Ironia.
leio as primeiras páginas de minha história,
escuto minha trilha sonora,
Nenhuma memória me cria,
olho nu espelho, erro.





terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Encontro

Entre um jogo de tarô
e uma consulta ao horoscopo,
um lida no livro dos sonhos,
uma roupa nova,
um filme romantico,
um livro sobre o zen,
uma aula de ioga,
um choro desmedido,
um cochilo,
um sonho,
uma expectativa,
ou até mesmo na hora do almoço,
ou melhor, na hora do chocolate,
ou do café,
tento me encontrar.

É tanto esforço,
corro, corro, corro,
perco o folego
sem me alcançar.