Quando a vida se agita paro com a escrita.
Mas remédio de ocupação só esconde depressão.
E o sonho é o revelador do filme preto e branco da frustração.
No olho do furacão,
fecho os olhos com medo da poeira.
Só que os pés não tocam o chão,
até o centro é de ilusão.
Por trás do agito, do sorriso,
um monte de besteiras.
Expectativas, conquistas, desejos,
alimentos do desespero
abafado pela musica alta.
Mas toda festa acaba.
o barulho, a dança, os sorrisos, os devaneios, basta!
Depois do furacão sempre vem a tempestade.
É o cuspe da realidade
que me joga no chão.
E ao meu redor…restos de fantasia.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
sábado, 26 de janeiro de 2013
Prisioneira
Não adiantou o grito
-de sua voz inaudível-
As conversas com os íntimos,
as seções no analista,
o choro, a reza,
o passar do tempo
e o avançar da idade.
Passou a vida presa.
Acorrentada aos erros, aos medos
e aos traumas de um passado
que, de tão presente,
fez-se pedra, fez-se vivo, fez-se gente
e a manteve prisioneira
num vale cercado por cordilheiras.
-de sua voz inaudível-
As conversas com os íntimos,
as seções no analista,
o choro, a reza,
o passar do tempo
e o avançar da idade.
Passou a vida presa.
Acorrentada aos erros, aos medos
e aos traumas de um passado
que, de tão presente,
fez-se pedra, fez-se vivo, fez-se gente
e a manteve prisioneira
num vale cercado por cordilheiras.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Mão
Estralo os dedos,
menos um nó, menos um medo.
E essas mãos calejadas
de tanto desatá-los.
Sinto a palma puída,
por mais que passe a borracha,
os escritos sempre deixam marcas.
Entre os pontos e as vírgulas,
nas entrelinhas de minha mão
é que estão minhas feridas.
Mas, apesar do destino,
desenho sem desatino,
traço após traço,
as linhas de meus próximos passos.
menos um nó, menos um medo.
E essas mãos calejadas
de tanto desatá-los.
Sinto a palma puída,
por mais que passe a borracha,
os escritos sempre deixam marcas.
Entre os pontos e as vírgulas,
nas entrelinhas de minha mão
é que estão minhas feridas.
Mas, apesar do destino,
desenho sem desatino,
traço após traço,
as linhas de meus próximos passos.
Entre livros
Circunspecto
era seu aspecto.
Era todo consoante,
sua voz circunflexa
ecoava dissonante.
Nunca riu,
foi educado pra ser frio.
Denotativo,
respondia uma interrogação
sempre com um ponto de afirmação.
Até que um dia caiu do dicionário.
Desconcertado,
foi obrigado a viver noutro cenário.
Procurou o livro mais perto,
aquele que estivesse aberto.
Em suas páginas adentrou
e para sempre se modificou...
Divertido
passou a ser o seu tipo.
Se tornou todo o alfabeto
e sua voz afinada
por todos os cantos entoava.
Sempre ria
ao fim de uma melodia.
Conotativo,
todas as suas canções
tinham duplo sentido.
era seu aspecto.
Era todo consoante,
sua voz circunflexa
ecoava dissonante.
Nunca riu,
foi educado pra ser frio.
Denotativo,
respondia uma interrogação
sempre com um ponto de afirmação.
Até que um dia caiu do dicionário.
Desconcertado,
foi obrigado a viver noutro cenário.
Procurou o livro mais perto,
aquele que estivesse aberto.
Em suas páginas adentrou
e para sempre se modificou...
Divertido
passou a ser o seu tipo.
Se tornou todo o alfabeto
e sua voz afinada
por todos os cantos entoava.
Sempre ria
ao fim de uma melodia.
Conotativo,
todas as suas canções
tinham duplo sentido.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Perto de mim
Primeiro era o Branco
Então fiz uma flor,
Que logo se multiplicou
Num imenso jardim
de cor.
Ajuntei um céu azul-calmante,
Um sol de amarelo-radiante
Uns pássaros cor-de-flores,
Umas nuvens de algodão-doce
E umas estrelas elegantes-brilhantes.
Bem ao longe, surgiu inconscientemente
Uma casinha de música
Verde, da cor da grama,
De janelas laranja,
Feitas para quem ama.
Era meu casulo.
Meu mundo seguro,
Parar viver,
Para amar
E com meu bem compartilhar.
Então dobrei meus desejos,
Guardei no bolso e saí.
Andava assim,
com meus sonhos perto de mim.
Então fiz uma flor,
Que logo se multiplicou
Num imenso jardim
de cor.
Ajuntei um céu azul-calmante,
Um sol de amarelo-radiante
Uns pássaros cor-de-flores,
Umas nuvens de algodão-doce
E umas estrelas elegantes-brilhantes.
Bem ao longe, surgiu inconscientemente
Uma casinha de música
Verde, da cor da grama,
De janelas laranja,
Feitas para quem ama.
Era meu casulo.
Meu mundo seguro,
Parar viver,
Para amar
E com meu bem compartilhar.
Então dobrei meus desejos,
Guardei no bolso e saí.
Andava assim,
com meus sonhos perto de mim.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
A Baco
Sob a influência de Baco
disse a verdade:
"que não adianta disfarçar a ansiedade,
que maturidade não é questão de idade,
que sou verde sim, mas sou feliz assim".
E a cada "cale-se"
me enebriava mais.
Contei que minto, lamento, amo, sinto,
que sou cheia de dúvidas,
que ora sou inteligente, ora estúpida.
Mas de tudo o que falei, o mais certo meu bem
é que sou insegura.
Porém forte, como vodka pura.
E se te conto esses detalhes de minha personalidade
é porque bebi umas taças a mais de sinceridade.
disse a verdade:
"que não adianta disfarçar a ansiedade,
que maturidade não é questão de idade,
que sou verde sim, mas sou feliz assim".
E a cada "cale-se"
me enebriava mais.
Contei que minto, lamento, amo, sinto,
que sou cheia de dúvidas,
que ora sou inteligente, ora estúpida.
Mas de tudo o que falei, o mais certo meu bem
é que sou insegura.
Porém forte, como vodka pura.
E se te conto esses detalhes de minha personalidade
é porque bebi umas taças a mais de sinceridade.
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