segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Procura

Mergulho
bem fundo
procurando a última recordação que tenho de ti
já não enxergo
está escuro
sem ar
sufoco
e acordo num soluço

Acabou

Toda tristeza
que por ti senti
Todo choro
que por ti derramei
acabou
assim
junto com a tinta desta caneta.
Difícil mesmo é conviver com as lembranças

Não sei

Não sei escrever poesia.
Passo semanas, meses, anos
sem vontade.
De repente, sem mais,
incontrolável catarse de ritmo,
derramo tinta no papel.
se nasce feia ou bonita
grave ou aguda
saudável ou doente
não sei,
já não me pertence.

Disfarce

Uma alegria
que contagia...
Um sorriso
puro, lindo...
Um olhar
a brilhar...
tudo para esconder
uma solidão
que não para de crescer

Hora boa

É sempre nessa hora.
A cabeça voa,
realidade...fantasia
fantasia...realidade.
Idéias surgem.
Mergulho para alcancá-las.
Durmo.

Envelhecer

Me dê uma ruga.
Uma não, várias.
Mas não de uma uva a toa.
Que eu quero mesmo é envelhecer
como um vinho
de uma safra boa.