Alma
com
Amante
Calmante
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Tragédia
A caneta no papel,
o toque dos corpos,
o som dos corvos
o despertar do céu.
O lamento é dos sofridos.
Só enxergo gemidos.
Ensurdecedor é o drama humano,
sempre o mesmo com o passar dos anos.
Me traz amparo a tela do cinema.
-Não, não estou nessa cena.
O espetáculo em que atuo é outro,
nessa poltrona, ocupo meu posto.
Passou! é o momento dos agudos.
Meus olhos estão cansados, apenas escuto
a gravidade dos movimentos,
estamos todos atentos.
Tenho a certeza de que somos animais,
amamos demais.
E, sem mais, vamos vivendo
como quem no papel segue escrevendo.
o toque dos corpos,
o som dos corvos
o despertar do céu.
O lamento é dos sofridos.
Só enxergo gemidos.
Ensurdecedor é o drama humano,
sempre o mesmo com o passar dos anos.
Me traz amparo a tela do cinema.
-Não, não estou nessa cena.
O espetáculo em que atuo é outro,
nessa poltrona, ocupo meu posto.
Passou! é o momento dos agudos.
Meus olhos estão cansados, apenas escuto
a gravidade dos movimentos,
estamos todos atentos.
Tenho a certeza de que somos animais,
amamos demais.
E, sem mais, vamos vivendo
como quem no papel segue escrevendo.
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Raiva
dos vidros estilhaçados
dos abusos do condomínio
dos dias de domingo
dos copos quebrados
dos amores silenciosos
dos dia pantanosos
da torneira que pinga
da pinga que não anima
da vida que desatina
dos abusos do condomínio
dos dias de domingo
dos copos quebrados
dos amores silenciosos
dos dia pantanosos
da torneira que pinga
da pinga que não anima
da vida que desatina
Refluxo
O concreto cai no carro.
Avanço mas não te alcanço.
O gato mia exigente.
Estou atrasado.
A velocidade da vida me dá nauseas.
Passageiros, ao longe te reconheço.
Os papeis somem da mente.
Perdi o compasso.
Vidro pra todos os lados.
Falta tino a nosso destino.
A raiva se aproxima dos dentes.
Qual o próximo ato?
Nos refluxos do caminho,
Sigo sozinho.
É que o chão é degelo.
O dia está claro, esqueço.
Avanço mas não te alcanço.
O gato mia exigente.
Estou atrasado.
A velocidade da vida me dá nauseas.
Passageiros, ao longe te reconheço.
Os papeis somem da mente.
Perdi o compasso.
Vidro pra todos os lados.
Falta tino a nosso destino.
A raiva se aproxima dos dentes.
Qual o próximo ato?
Nos refluxos do caminho,
Sigo sozinho.
É que o chão é degelo.
O dia está claro, esqueço.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Azedo
Tomo um cafezinho.
Aprecio o gosto imperceptível das diferenças das torras dos grãozinhos.
É hora do almoço.
No meu prato esqueceram a carne, só botaram o osso.
Tenho de voltar ao trabalho.
Não sem antes mastigar um dente de alho.
Pausa para um brigadeiro.
Lembro dos romances que vivo no travesseiro.
À noite amargo o livro, amarga a TV.
Amargo ser.
É Dia!
Rima com Alegria!
Escovo os dentes no banheiro.
A pasta tem um gosto azedo.
Aprecio o gosto imperceptível das diferenças das torras dos grãozinhos.
É hora do almoço.
No meu prato esqueceram a carne, só botaram o osso.
Tenho de voltar ao trabalho.
Não sem antes mastigar um dente de alho.
Pausa para um brigadeiro.
Lembro dos romances que vivo no travesseiro.
À noite amargo o livro, amarga a TV.
Amargo ser.
É Dia!
Rima com Alegria!
Escovo os dentes no banheiro.
A pasta tem um gosto azedo.
Noturno
O frio da espinha.
A água que goteja.
A lâmpada acesa.
Os dentes a ranger.
Os sons que não escuto.
O gosto do refluxo.
O chiado da TV
A falta de perspectiva.
O beco sem saída.
O inseto no banheiro.
O tombo na floresta.
O fim da festa.
Um pio de coruja.
Um olhar amarelo de gato.
Na janela, um sapato.
A água que goteja.
A lâmpada acesa.
Os dentes a ranger.
Os sons que não escuto.
O gosto do refluxo.
O chiado da TV
A falta de perspectiva.
O beco sem saída.
O inseto no banheiro.
O tombo na floresta.
O fim da festa.
Um pio de coruja.
Um olhar amarelo de gato.
Na janela, um sapato.
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