Todos bocejavam
em ritmo viciante,
lá fora a chuva, o vento,
aqui dentro a preguiça do pensamento.
E esse ar-condicionado gelado,
e a monotonia dessa voz sem cadência,
me mexo na cadeira
sem paciência.
Escuto o coro dos bocejos,
o mantra da palestra me desperta,
entro em estado meditativo
à espera...
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
sábado, 14 de setembro de 2013
vazia
O pé está no sapato
A perna se curva sobre a cadeira
A mão apoia o rosto
E o cotovelo sobre a mesa
Vazia
A perna se curva sobre a cadeira
A mão apoia o rosto
E o cotovelo sobre a mesa
Vazia
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Texto
Deixo-te interpretar meus textos,
apenas pelo desespero
de esperar,
na angustia
da esperança
de criança.
Leio-te
e defino teu destino,
libertador, aprisionador
não há escapatória para a
dor
de não ter.
Aquilo que nasce para outrem,
que sempre vai além
e volta
diferente,
modificado por outros olhares,
nem te reconhece.
apenas pelo desespero
de esperar,
na angustia
da esperança
de criança.
Leio-te
e defino teu destino,
libertador, aprisionador
não há escapatória para a
dor
de não ter.
Aquilo que nasce para outrem,
que sempre vai além
e volta
diferente,
modificado por outros olhares,
nem te reconhece.
Personagem
Sou o principal personagem
do site,
da televisão,
da revista,
do jornal,
da fotografia no chão.
Apanho
do chão,
do cotidiano,
do banal,
do racional,
do real,
da ficção.
E olho para mim mesmo,
esse personagem
representado no espelho.
do site,
da televisão,
da revista,
do jornal,
da fotografia no chão.
Apanho
do chão,
do cotidiano,
do banal,
do racional,
do real,
da ficção.
E olho para mim mesmo,
esse personagem
representado no espelho.
Imagens
Enquanto a televisão
a mim assiste,
eu
assisto à televisão.
em sua tela,
estão passando
meus erros
cotidianos.
Desligo o aparelho,
um pouco de realidade,
abro a porta
e contemplo
as fotografias da cidade.
a mim assiste,
eu
assisto à televisão.
em sua tela,
estão passando
meus erros
cotidianos.
Desligo o aparelho,
um pouco de realidade,
abro a porta
e contemplo
as fotografias da cidade.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Agosto
À gosto de que
existe Agosto?
Não sei se é o
inverno
que aproxima esse mês do
inferno...
de repente é a
ventania
que varre toda
alegria...
Ao menos para mim,
Agosto nunca teve gosto,
nunca foi dez...
só des
des-ilusão
des-tempero
des-sabor
des-amor...
E à gosto
do desgosto
devorei agosto...
Só que hoje,
indigesto,
ainda arroto seus ventos...
levo
chuva e frio
dissipando
Setembro.
existe Agosto?
Não sei se é o
inverno
que aproxima esse mês do
inferno...
de repente é a
ventania
que varre toda
alegria...
Ao menos para mim,
Agosto nunca teve gosto,
nunca foi dez...
só des
des-ilusão
des-tempero
des-sabor
des-amor...
E à gosto
do desgosto
devorei agosto...
Só que hoje,
indigesto,
ainda arroto seus ventos...
levo
chuva e frio
dissipando
Setembro.
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